Terça-feira, 12 de Maio de 2009

An end has a start...

...e vice-versa.



Outrora viria eu com explicações a respeito de minha longa ausência, de como estou ocupado, de como resolver equações de segundo grau sem usar a fórmula de Bhaskara ou de como fazer uma omelete sem deixar cheiro de fritura na cozinha.



Mas deixemos essas bobagens pra lá. Mesmo porque daqui a pouco eu paro de escrever de novo, porque estou sem tempo e blá-blá-blá etc etc.

Algumas informações de utilidade duvidosa:

STANDINGS - AL - East

Toronto 22 12 .647 -
Boston 20 12 .625 1.0
New York 15 16 .484 5.5
Tampa Bay 15 18 .455 6.5
Baltimore 13 19 .406 8.0

Hoje: BOS@LAA
11:05 PM
Masterson (2-2) - Weaver (3-1)

COPA LIBERTADORES

Hoje:
Sport Club do Recife X Sociedade Esportiva Palmeiras
20h15

NBA
Hoje:
HOU@LAL
Jogo 5 (série empatada 2-2)
11:30PM

ORL@BOS
Jogo 5 (série empatada 2-2)
9:00PM


Fora isso, vale lembrar que hoje é Dia Internacional das Enfermeiras, aniversário da Segunda Batalha de Kharkov (que os alemães venceram) e da fuzarca organizada pelo PCC em 2006. Além disso, é dia de São Pancrácio. Não confudir com São Pâncreas.

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Imagens batutas

Iaroslav


Riurik


Crônica de Nestor - códice "Radzivill"

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

С днём победы!



À vitória final!!!

Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Algum lugar

Camaradas,

O que se entende hoje por utopia?

Nada mais que uma idéia cuja funcionalidade é questionável ou intangível. Não é surpreendente, por sinal, ver o termo “utopia” e seus derivados - “utópico”, “utópica” etc. - figurando sem qualquer pudor em textos que versam desde o futebol até a culinária.

“Jogar no 4-3-3 hoje seria utópico”!

“O ideal dessa receita é uma porção de seis pastéis, mas isso seria utópico”.

Não são exemplos reais, mas são plausíveis, hemos de concordar.

Um desdobramento também corrente dessa acepção do termo é o da Utopia como realidade concebida a priori e artificialmente transposta para o plano real. Esta idéia é a que mais nos interessa.

Não é novidade alguma para nosso arguto leitor o significado original do vocábulo “utopia”. Vamos mesmo assim passá-lo em revista mais uma vez.

Trata-se, até onde tenho registro, do “lugar nenhum”, do “não-lugar”.

Pois bem. Longe de julgar por meio de valores alheios a sua época a boa fé de nosso dileto Thomas More, não podemos nos furtar de observar que hoje não restou lugar nenhum para a Utopia. Pelo menos não sob o reino do capital, em que impera a desutopia a que se refere Zizek, entre outros: a constante afirmação negativista de uma suposta ordem natural indelével, insubstituível, que não mais que convenientemente vem a ser a ordem instituída pelo capital.

Mas vejamos mais de perto à luz do que se disse acima.

A ordem do capital é natural? Ou também utópica?! E que tal alguns exemplos de realidades concebidas a priori e postas em prática com eficácia pelos detentores do poder?

Comecemos por uma das mais óbvias, o nacionalismo. Dizem alguns que quando os camisas vermelhas de Garibaldi marchavam pelo então Reino das Duas Sicílias aos brados de “Itália!”, a população nativa estava certa de que o agora herói dos dois mundos amava tanto sua mulher Itália que exigia que seus homens lutassem entoando seu belo nome. Não mais que uma geração depois, os filhos de nossos tão mal informados camponeses já se preparavam para lutar e morrer em uma guerra mundial em nome da Senhora Itália.

É por acaso da natureza humana matar um semelhante por um país? Comer deliberadamente comida sem gosto, sem nutrientes e notoriamente nociva à saúde? Achar meio metro quadrado de tecido fino – no mau sentido – mais valioso que cem quilos de trigo bruto?

Sim, somos jovens e impertinentes, mas não sabemos menos da tão falada natureza humana que uma meia dúzia de burgueses abastados confinados em seus restritos e exclusivos círculos de convivência.

E o que quer dizer tudo isso?

Que tudo aquilo que hoje se convencionou chamar realidade não passa de uma série de idéias concebidas a priori para compor a ordem do capital. Utopias do capital, portanto.

O ponto crucial é o lastro material de uma utopia. Aqueles que detêm o poder material podem fazer de qualquer idéia uma realidade natural, por assim dizer. Ela já nasce antiga, eterna, mesmo que tenha sido criada na semana passada. É natural pagar para freqüentar uma faculdade ou entrar em um museu, receber um salário desproporcional por um trabalho árduo, ter casa e comida enquanto bilhões mal sabem o que é um telefone.

E o que faz com que as nossas utopias sejam inviáveis enquanto que as deles se materializam quase que instantaneamente?

Como diria o velho Marx, somente pela obtenção dos meios de produção, pela aquisição do indispensável lastro material, é que uma alternativa viável à ditadura do capital se fará viável.

Digo e continuo, em breve.

Terça-feira, 8 de Maio de 2007

Вперёд, за нашу победу!

E afinal, certo como a morte, inevitável como o fado das almas humanas, imperscrutável como um borsch à base de repolho e bacon, ele chegou...



9 de maio, o dia da vitória.

Comemoram-se hoje os 62 anos da capitulação alemã perante o Exército Vermelho.



Mas quantos foram os noves de maio até o dia da vitória final...? Quantas almas russas não se perderam até o momento em que a bandeira vermelha tremulou sobre o Reichstag...? "Em nome da vida", e embora seja uma imagem repetida, coloco o cartaz abaixo...



Continuemos pois a luta implacável até que se alcance o grande 9 de maio, a grande Vitória!

Вперёд, за нашу победу!

Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

Подготовка к революции

Aos 7 de novembro de 1917 anunciou Vladimir Ilich:

"Camaradas! A revolução operária e camponesa, de cuja necessidade os bolcheviques sempre falaram, realizou-se".



Poucos dias antes, havia dito:

"A única coisa a se lamentar é que esperar pela Assembléia Constituinte não pode resolver nem o problema da fome nem o problema da entrega de Petrogrado. Esta 'ninharia' é esquecida pelos ingênuos ou desorientados, ou por aqueles que se deixaram intimidar.
A fome também não espera. A insurreição camponesa não esperou. A guerra não espera. Os almirantes escondidos não esperaram".

Pois.

As palavras de ordem portanto oscilam entre "todo o poder aos sovietes" e "esperar". O velho Lenin já disse acima o que acha do assunto.



Mais uma paráfrase interessante.

"O problema é que tudo isso ocorre contra o pano de fundo de um Denkverbot fundamental: a proibição de pensar.
A hegemonia democrátco-liberal da atualidade é sustentada por um tipo de Denkverbot não escrito similar ao infame Berufsverbot (proibição de contratar indivíduos com tendências esquerdistas radicais em órgãos do Estado) na Alemanha no final da década de 1960 - no momento em que mostramos o menor sinal de envolvimento em projetos políticos que parecem desafiar seriamente a ordem existente, a resposta é imediata: 'Por mais benevolente que seja, isto inevitavelmente terminará num Gulag!'. A função ideológica das constantes referências ao Holocausto, ao Gulag, e às mais recentes catástrofes do Terceiro Mundo é, portanto, servir de apoio a este Denkverbot, ao nos lembrar constantemente como as coisas poderiam ter sido muito piores: 'É só olhar em volta e ver por si mesmo o que irá acontecer se seguirmos suas idéias radicais!'. O que constatamos aqui é o exemplo definitivo do que Anna Dinerstein e Mike Neary chamaram de projeto de desutopia: 'não apenas a ausência temporária da Utopia, mas a comemoração política do fim dos sonhos sociais'. E a demanda por 'objetividade científica' representa apenas outra versão do mesmo Denkverbot: no momento em que questionamos seriamente o consenso liberal existente, somos acusados de abandonar a objetividade científica em troca de posições ideológicas ultrapassadas. Esse é o ponto 'leninista' do qual não se pode nem se deve abrir mão: hoje, a verdadeira liberdade de pensamento significa liberdade para questionar o consenso democrático-liberal 'pós-ideológico' dominante - ou não significa nada".

ZIZEK, Slavoj. "A escolha de Lenin". IN: ZIZEK, Slavoj. Às portas da revolução. Escritos de Lenin de 1917. São Paulo, Boitempo, 2005.

Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Paráfrase

Hoje estou com espírito plagiador. Vou citar Deus e o mundo e fingir que fui eu a escrever tantas pérolas.

Comecemos por Deus, então.



"O Senhor, à tua direita, no dia da sua ira, esmagará os reis. Ele julga entre as nações; enche-as de cadáveres; esmagará cabeças por toda a terra".

E ainda o singelo:

"Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra".

Agora o mundo.



"É melhor o pior terror stalinista do que a mais liberal democracia capitalista".
Alain Badiou

"É impossível encarar a própria morte objetivamente e assoviar ao mesmo tempo".
Woody Allen

"Eu nunca esqueço um rosto, mas no seu caso me encantaria abrir uma exceção".
Groucho Marx

"O último capitalista que enforcaremos será aquele que nos vendeu a corda".
Karl Marx

"A América é o único país que foi da barbárie à decadência sem passar pela civilização".
Oscar Wilde

"Quem tá na chuva é pra se queimar"
Vicente Mateus

Deveras não me restou nada no cérebro a produzir. Deixo-vos, portanto, com mais uma daquelas imagens sem cabimento.